O SEGREDO PARA ESCOLHER UM RESTAURANTE NUMA DATA ESPECIAL...
- Lucas Ohara
- 3 de jul. de 2023
- 3 min de leitura
Dia dos namorados tem daquelas coisas: uns acham tudo, outros acham nada. Eu gosto
de encarar como mais uma oportunidade de criar um momento delícia, uma memória gostosa… Quem diria não pra isso? E lá fomos nós, no sábado, meio de feriado, antecipar nossa comemoração. Buns (minha parceira no crime e na vida) me pediu surpresa.

Desviei a atenção e palpites dela listando uma porrada de opções fora
de contexto. E foi assim que chegamos
para jantar no Charco (@charcorestaurante ).
Eu poderia simplesmente ter ido lá pela estrela michelin ou pela recente publicação dele como 35º melhor restaurante
da américa latina, mas algo me dizia que
a tão falada inspiração sulista nos pratos
do chef @tuca.mezzomo seria o toque especial do nosso dia… Dito e feito.
Enquanto eu me impressionava com
as notas e sabores que vem de universos que eu sou apaixonado, como frutos
do mar, carne e o sempre presente sabor de fogo e brasa, Buns viajou para outro lugar.
Para outro tempo. Nas palavras dela, “se sentiu como o crítico do Ratatouille” e em cada prato reviveu uma memória da sua infância.

Melhor ainda, cada etapa do menu trazia uma nova história, uma nova camada de emoção
e um novo motivo para aquela noite ser tão especial. A comida era combustível para nos levar cada vez mais fundo nos traços das pessoas que ela tanto ama. A fazenda da tia Nica e seus aromas. As experiências com
os primos e o tio atencioso que colhia
e carneava para receber os sobrinhos.
Memórias da avó. Sabores da mãe…
O Charco entrou de fato para nossas
“core memories”.
E como não amar um restaurante
que consegue tocar alguém tão profundamente, despertando o mais pueril dos sorrisos?
Escolher um restaurante pra uma data especial pode sempre se resumir às boas referências. Mas como eu disse no começo do texto, eu gosto de encarar como uma oportunidade. Todo restaurante tem potencial de nos marcar e eternizar uma memória, o verdadeiro segredo está nos detalhes. É como dar um presente: de alguma forma, é sempre gostoso fazer a pessoa perceber que para além do ato, tem muito carinho e atenção envolvidos.
Apresentando um pouco do que comemos:
.Simplesmente o melhor mexilhão da minha vida, com feijão e redução de cebola.
Mas o sabor de brasa é o que eleva ele à outro patamar kkkkk
.Tábua de embutidos absolutamente impecável com pães da casa e manteiga fermentada (salame cacciatore, a melhor copa que já comi, e magret de pato sensacional).
.Crudo de camarão (que aqui vale dizer que é um prato que não da pra comer em qualquer lugar, pois a delicadeza do sabor exige um camarão extra fresco e esse tava absurdo)
.Caldo de pinhão, cogumelos e cebola (Pinhão na brasa é algo que eu não conhecia, achei incrível) .Eu não sei nem por onde descrever essa abóbora, só vou dizer que comeria duas.
.Uma glândula de boi, que apesar de lembrar a moleja, era mais delicada, carnuda e feita com maestria (comeria umas 5 hahahaha) .Magret de pato (eu nunca tinha comido assim, um pedação). Como é bom.
.As sobremesas são um show à parte e ainda vem com bombons de mimo. (e para quem pede a harmonização, ainda vem um chá de hortelã natural com mel ou um cafezinho.)
PS: fizemos o menu degustação com harmonização (e apesar dos valores altos, foi a harmonização à preço mais justo que já vi)




















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